Minerais de A-Z

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Minerais de A-Z

Mensagem por Admin em Qui Jun 08, 2017 4:28 pm

Obsidiana

A obsidiana apresenta uma coloração escura, estrutura vítrea, não cristalina, que resulta do arrefecimento muito rápido do magma, sem permitir a sua cristalização. A natureza vítrea da obsidiana, confere-lhe a uma elevada dureza (5-6 na escala de Mohs) e fragilidade, pelo que fratura na forma concoide, produzindo lâminas com gume muito afiado.
A obsidiana é um material semelhante a um mineral, mas não é um verdadeiro mineral por não ser cristalina, sendo assim designada por mineraloide.
A designação obsidiana tem origem, no explorador romano Obsius, que a terá encontrado pela primeira vez na Etiópia e levado para Roma.
A obsidiana era já conhecida na Antiguidade, sendo usada pelas civilizações Egípcias, Gregas e Romanas. Devido à sua capacidade em formar lâminas cortantes de elevada dureza levou a que a obsidiana fosse utilizada no passado na confeção de ferramentas de corte e de perfuração. Foi igualmente empregue no fabrico de objetos ornamentais de grande valor, como estátuas e taças. Na Idade Média era atribuída à obsidiana poderes terapêuticos (tratamento de dores de cabeça e pesadelos) e sobrenaturais (afastar demónios e prever o futuro). Para os Aztecas era considerada sagrada, utilizada no fabrico de armas e para a cicatrização de feridas. Atualmente é usada no fabrico de objetos ornamentais e recentemente foi utilizada na produção experimental de lâminas cirúrgicas de bisturis com grande precisão.
A obsidiana tem em geral uma coloração escura, mas a cor varia em consequência da presença de impurezas. As variantes mais conhecidas são a obsidiana negra, castanha e floco-de-neve (que resulta da inclusão de pequenos cristais brancos de cristobalite no seio do vidro negro).
No território nacional, encontra-se obsidiana negra, abundantemente distribuída na maioria das ilhas dos Açores.


Última edição por Admin em Dom Dez 31, 2017 1:00 am, editado 3 vez(es)
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Olivina

Mensagem por Admin em Qui Jun 08, 2017 4:29 pm

Olivina

A olivina é um grupo de minerais ortorrômbicos, sem clivagem, de cor verde que varia entre o verde claro (fosterite – rica em magnésio) e o verde escuro (faialite - rica em ferro – cujo nome provém da ilha do Faial do arquipélago doas Açores). Apresenta uma dureza de 7 na escala de Mohs, são bastante densas (3,3). É um dos minerais mais comuns no planeta Terra, tendo também sido encontrada em rochas lunares, em meteoritos e inclusive em rochas de Marte.
A designação de olivina começou a ser usada a partir de 1870, devido ao facto de este mineral apresentar, na maioria das vezes uma coloração verde-azeitona. Este mineral é conhecido desde a Antiguidade, mas na altura era designado de topázio.
A olivina foi usada na Antiguidade no fabrico de brincos e camafeus. Dizia-se também que protegia das burlas, garantia a lucidez e proporcionava riqueza e glória.
Atualmente a olivina é por vezes usada como gema em joalharia, sendo geralmente designada como peridoto ou, por vezes, crisólito.
A olivina é um dos minerais constituintes do basalto e são bastante frequentes nas ilhas do arquipélago dos Açores.


Última edição por Admin em Dom Dez 31, 2017 1:07 am, editado 1 vez(es)
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Piroxenas

Mensagem por Admin em Sex Jun 09, 2017 11:58 am

Piroxenas

As piroxenas são uma família importante de inossilicatos (silicatos) encontradas em múltiplas rochas ígneas e metamórficas, em muitas das quais constituem o grupo mineral dominante.
O nome piroxena deriva do grego e significa estranho ao fogo, partindo do princípio que estes de minerais eram impurezas que resistiam ao fogo. Hoje sabe-se que são cristais que cristalizaram antes ou durante a erupção.
As piroxenas são minerais muito comuns nas rochas vulcânicas, com destaque para os basaltos, também ocorrem com menor frequência em rochas plutónicas e metamórficas.
As piroxenas mais comuns são: augite, bronzite, diópsido, enstatite, espodumena, ferrossilite (apenas presente em rochas lunares), hedenbergite, hiddenite, hiperstena, jadeíte, kunzite, onfacite e violano.
A maioria das piroxenas só tem interesse como peças de coleção, embora a jadeíte (jade) seja utilizada em joalharia.
Encontra-se a variedade augite nos basaltos existentes nas ilhas dos Açores.


Última edição por Admin em Dom Dez 31, 2017 1:13 am, editado 2 vez(es)
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Augite

Mensagem por Admin em Dom Jun 11, 2017 9:30 pm

Augite

A augite pertence ao grupo das piroxenas e foi assim designada, em 1792, pelo mineralogista alemão Abraham Gottlob Werner. O termo deriva do grego que significa brilhante, em referência ao brilho que este mineral ocasionalmente exibe nas suas superfícies de clivagem. Esta espécie é muito comum, com tonalidades bastante escuras, e com grandes cristais que se destacam isolados, principalmente nas rochas magmáticas.
A augite como todas as piroxenas pertence ao grupo dos silicatos. Cristaliza no sistema monoclínico e tanto aparece em agregados granulares como em indivíduos com hábito prismático. Apresenta brilho vítreo com tendência a resinoso, traço cinzento esverdeado, densidade 3,3 e dureza de 5,5 a 6 na escala de Mohs.
As augites que contém padrões dendríticos são usadas como gemas e pedras ornamentais, conhecidas como shajar, em grande parte do território Indiano.
É um dos principais minerais constituintes dos basaltos, existentes nas ilhas que constituem o Arquipélago dos Açores.


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Feldspatos

Mensagem por Admin em Ter Jun 13, 2017 5:44 pm

Feldspatos

Os feldspatos são um grupo de minerais de grande importância, pois constituem só por si mais de metade da crosta terrestre. Trata-se de espécies particularmente interessantes pela sua grande multiplicidade de variedades presentes na Natureza. Este grupo de minerais entra na constituição de rochas ígneas, sedimentares e metamórficas.
Os feldspatos apresentam-se frequentemente maclados, de cores variadas em tons de cinzento, amarelado e vermelho, com brilho vítreo e pouco densos.
Os feldspatos mais conhecidos são: a albite, a anortite, a plagióclase, a andesite, a labradorite, a amazonite, a ortóclase ou ortose, a sanidina e a pedra-da-lua.
Este grupo de minerais tem uma grande importância industrial, como na industria da cerâmica, das porcelanas e dos refratários. A pedra-da-lua, a amazonite e a labradorite têm uso em joalharia.


Última edição por Admin em Dom Dez 31, 2017 1:15 am, editado 1 vez(es)
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Plagiocláse

Mensagem por Admin em Qui Jun 15, 2017 7:13 pm

Plagióclase

Plagióclase é um grupo de minerais pertencente à família dos feldspatos. Esta designação não se refere apenas a um mineral com uma composição química específica, mas a uma série de minerais, mais conhecida como a série da plagióclase, cujo termo tem origem no grego e significa fratura oblíqua.
Esta série tem como extremos a albite e a anortite e existem vários outros minerais cuja composição está entre estes.
Albite - deve o seu nome ao latim que significa branco, em referência à sua cor branca. É um mineral bastante comum e associado às rochas mais ácidas.
Anortite -  assim designada a partir da palavra grega para oblíquo. A anortita é característica de rochas máficas como o gabro e o basalto.
Os minerais intermédios da série da plagióclase são muito semelhantes entre si e geralmente só podem ser distinguidos pelas suas propriedades óticas.
Oligóclase - é comum no granito, sienito, diorito e gnaisse. Está frequentemente associada à ortóclase. O nome oligóclase deriva do grego para pequeno e fratura, pelo facto de o seu ângulo de clivagem diferir significativamente de 90º. A pedra-do-sol é composta sobretudo por oligóclase.
Andesina - é um mineral característico de rochas com um teor de sílica moderado, como o diorito e de rochas vulcânicas o andesito.
Labradorite - é um feldspato característico de rochas básicas como o diorito, gabro, andesito ou basalto. Apresenta frequentemente iridescência devida à refração de luz nos seus cristais. Deve o seu nome a Labrador, no Canadá, onde ocorre como constituinte da rocha ígnea intrusiva anortosito a qual é quase totalmente composta de plagióclase.
Bytownite - deve o seu nome a Bytown, antiga denominação de Ottawa, Canadá e é um mineral raro, ocasionalmente encontrado em rochas mais básicas.
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Quartzo

Mensagem por Admin em Ter Jun 20, 2017 12:44 am

Quartzo

O quartzo é o segundo mineral mais abundante no planta Terra, logo atrás do grupo dos feldspatos e entra na constituição do granito. Existem diversas variedades de quartzo, alguns chegando a ser até considerados pedras semipreciosas. Desde a Antiguidade que as variedades de quartzo foram os minerais mais utilizados na confeção de joias e esculturas.
Entre as propriedades físicas do quartzo destaca-se sua dureza 7, na escala Mohs, brilho variável, do vítreo ao fosco, e o mesmo ocorre com a sua cor, que oscila por diversas tonalidades: incolor, rosada, amarela e cinza, de acordo com a variedade.
O quartzo apresenta imensas variedades, sendo as mais conhecidas: cristal de rocha ou quartzo hialino, quartzo citrino, quartzo fumado, quartzo rosa, quartzo verde, ametista, quartzo amarelo, quartzo branco ou leitoso, quartzo azul, olho-de-falcão, olho-de-tigre, olho-de-gato, calcedónia, ágata, cornalina, crisoprásio, heliotrópio, ónix, ágata musgosa, madeira petrificada, sílex, jaspe, prásio, etc…
Devido às suas propriedades físicas, o quartzo é utilizado para diversas utilidades, por exemplo: computadores, construção civil, rádios, ferramentas, química, relojoaria, etc…
Uma vez, que o quartzo ocorre muitas vezes maclado, muito do quartzo utilizado industrialmente é sintetizado. São produzidos grandes e perfeitos cristais não maclados em autoclave por meio do processo hidrotermal.
Portugal é um dos maiores países exploradores de quartzo.
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Micas

Mensagem por Admin em Ter Jun 27, 2017 8:35 am

Micas

Micas são um grupo de minerais relacionados devido à sua clivagem perfeita em lâminas. O termo mica deriva do latim e significa brilho, em referência à aparência brilhante deste grupo de minerais. São alocromáticos devido a sua variedade de cores (branca, preta, roxo, verde, etc) e dureza de 1,0 na escala de Mohs.
Alguns minerais deste grupo são: biotite, moscovite, lepidolite, flogopite, zinnwaldite, margarite, etc…
As micas são minerais muito frequentes em diversos tipos de rochas, quer magmáticas, quer sedimentares, quer metamórficas, às quais conferem frequentemente uma xistosidade típica.
As micas são utilizadas: em captadores de frequência de rádio, como isolante em equipamentos para alta-tensão, em “vidro” para fogões e aquecedores (devido à sua resistência ao calor), como isoladores de cabos elétricos que são projetados para resistência ao fogo e em pastas de dentes (que incluem mica branca que atua como um abrasivo suave para ajudar no polimento da superfície dos dentes, e também adicionar uma cintilação brilhante cosmeticamente agradável à pasta).
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Talco

Mensagem por Admin em Sab Jul 22, 2017 12:41 am

Talco

O talco, é o mineral mais macio da natureza e raramente apresenta cristais visíveis. Apresenta-se geralmente em massas fibrosas ou foliadas. Pode apresentar várias cores como: branco, amarelo, verde ou cinzento.
O talco tem risca branca, brilho pérola a nacarado e é translúcido a opaco. É um mineral de baixa dureza (dureza 1 na Escala de Mohs) e com densidade que varia entre 2,7 a 2,8. E ocorre maioritariamente em rochas ultra básicas metamorfizadas produto das transformações dos componentes magnesianos como a olivina.
O talco já é utilizado desde a Antiguidade e devido à facilidade com que pode ser trabalhado manualmente, é muito utilizado na confeção de objetos de arte, isolador térmico e elétrico, fabrico de artigos em cerâmica, higiene (pó de talco), aditivo alimentar (E553b), produtos farmacêuticos, lubrificante, tintas, papel, borrachas, plásticos, etc.
Em Portugal , o talco ocorre sobretudo me Trás-os-Montes, nas regiões de Bragança e Morais.
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Gesso

Mensagem por Admin em Sab Jul 22, 2017 11:26 pm

Gesso

O gesso é um mineral produzido a partir do aquecimento da gipsite, um mineral abundante na natureza, e posterior redução a pó da mesma. É encontrado em praticamente em todo o mundo. A sua cor geralmente é branca, mas impurezas podem lhe conferir tons acinzentados, amarelados e rosados.O gesso possui uma dureza de 2 e uma densidade que vai do 2,3 a 2,4. Pode possuir clivagens e a sua risca é de cor branca. A sua cor de florescência é verde.
O gesso forma cristais de espessuras variadas chamados de selenite. Pode ser também encontrado na forma de agregados granulares chamados alabastro.
Este mineral é conhecido há muito tempo, sendo um dos mais antigos materiais de construção, assim como a cal e o barro. Escavações na Síria e na Turquia revelaram que o gesso é utilizado desde há oito mil anos, na forma de rebocos que serviam de apoio a frescos decorativos, no preparo do solo e confeção de recipientes. No século XVIII houve grande generalização no emprego do gesso em construção, de tal forma que a maior parte das edificações foram construídas com painéis de madeira tosca rebocados com gesso.
O gesso é utilizado atualmente na confeção de moldes, na construção civil, em acabamentos de reboco e tetos. Também é usado em aparelhos ortopédicos, trabalhos de prótese dentária, confeção de formas e moldes, imobilização, adubo e fabrico de cimento.
Em Portugal, o gesso encontra-se principalmente na bacia Lusitânica e teve origem evaporítica. Soure, Monte Redondo, Óbidos, Caldas da Rainha, Sesimbra e Loulé são os locais principais onde ocorrem afloramentos de gesso. Estas formações têm idade Jurássica.
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